Como Evitar o Declínio da Empresa

24/01/2018

O dia a dia de uma empresa pode ser prospero ou um verdadeiro pesadelo. Tudo depende do planejamento, de como o processo de gestão é executado e da velocidade de adequação ao mesmo. 

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Toda empresa tem a chance de falir. Como também, toda empresa nasce para crescer e prosperar. Acontece que os índices negativos se repetem mais vezes do que os índices positivos, isso deveria desestimular a abertura das empresas; no entanto, o ímpeto de empreender no intuito de suprir a necessidade financeira ou realizar um sonho é maior. Mesmo “consciente” dos riscos, lamentavelmente as coisa acontecem de forma aleatória, objetivando a realização de um sonho ou algo do tipo, por falta de consciência. O brasileiro tem diversas qualidades, entre elas as de aventureiro, de trabalhador e a  coragem de apostar no “escuro”; qualidades que podem também conduzi-lo à lista dos perdedores. Tudo dependerá da preparação e da forma com que o processo de gestão será executado e adequado.  

 

“Seus amigos te encorajam, você já sabe como vai ser a decoração, vai escolher pessoalmente as músicas e sair da cozinha de vez em quando para sentar com os convidados,” tudo maravilhoso etc. E por outro lado à realidade do dia-a-dia, que é lidar com funcionários, perdas, reclamações, comunicação, processos de gestão e melhorias, limpar caixa de gordura etc. Esse é o relato retirado do texto “Não abra um restaurante”, por Rafael Mantesso; uma narrativa para quem quer abrir um restaurante.  

 

Um boa descrição do dia a dia de uma empresa (no caso aqui de um restaurante). Eu, Paulo Eduardo Dubiel, profissional especialista em gestão, asseguro que o cenário de uma empresa antes dos dois ou três anos de vida é delicado. Uma empresa pode ou não começar com um faturamento positivo, tudo depende da forma com que a empresa inicia suas atividades, o como ela é gerida e de que forma o negócio acontece. Não há regra e nem receita pronta para iniciar uma empresa! No entanto, tudo vai se adequando e ganhando sua forma. Mesmo com um excelente plano de marketing (quando sua base é resultado de uma boa pesquisa e avaliação), o empresário ainda poderá sofrer com a necessidade dos ajustes diários.

 

A adequação é uma ferramenta indispensável É parte do crescimento empresarial e até profissional! As empresas e os empresários que não crescem, estão ficando para trás. Não existe o ponto neutro, ou a empresa está crescendo ou estará declinando. Para se obter uma adequação perfeita às vontades do consumidor é necessário investir em projetos de pesquisa e processos de avaliação. Não se pode adequar um processo ou uma empresa a algo criado pelo achismo.        

 

Um negócio prospera quando atende as necessidades do consumidor; ou seja, o consumidor precisa da empresa, do produto, serviço ou do negócio como um todo - seja para saciar a gula, para envaidecer seu ego ou melhorar a saúde. Se não houver a necessidade de consumo e a adequação da empresa à essa necessidade, será quase impossível seguir com uma empresa prospera.

 

No mercado, nada pode dar errado. Como também, nada pode ser um peso para a vida do empresário e dos colaboradores. Cada erro trará consequência, e o resultado das ações reparativas, somadas às ações necessárias e às preventivas é que determinará o tamanho do esforço para manter e mover a empresa de forma crescente e lucrativa.

 

Os empresários perdem com suas decisões erradas e com seus erros de comportamento. Se não houver erro, não haverá necessidade de reparo e não haverá força contrária ao crescimento do negócio. O tempo e os recursos ficam livres para serem investidos na conquista e retenção dos clientes. É um erro do empresário tomar decisão sobre o “achismo”; como também, é um erro tentar – no sentido de "tenho que arriscar"; tais exemplos fazem analogia à frase: “são nas pequenas pedras que o homem tropeça”. O erro é a pedra de tropeço no caminho do empresário - decisões erradas e precipitadas.

 

A despesa de uma empresa é diária. O empresário precisa faturar! Contudo, se o foco estiver no faturamento, ele não experimentará o seu potencial e o potencial real da sua empresa. O foco nunca pode ser o resultado, o foco tem que ser o planejamento, a execução e a adequação. Não há acesso ao resultado, ele acontecerá; e depois que acontecer, nada mais mudará. O resultado pode ser melhorado, em outro processo, com a reparação do planejamento ou a adequação da gestão.

 

O cerne da questão é o que está dentro do empresário – se consciência ou apenas pensamentos, emoções e sentimentos; a base das decisões é motivada por que, e como? É fato que os fatores externos são consequências dos internos, e que eles não interferem num plano elaborado com consciência e executado com excelência. O segredo do sucesso é a paixão, é acreditar verdadeiramente no sucesso do negócio e perseverar de forma profissional.

 

Ser um excelente cozinheiro é diferente de ser um excelente gestor ou administrador. São funções diferentes, com responsabilidades diferentes e que exigem também talentos diferentes. Quando o empresário não reconhece essa diferença, ele pode fazer parte da lista que indica os altos índices de declínio de uma empresa, profissionais que não são empresários ou vice-versa. Pessoas que sonham com seu negócio, mas esquecem de avaliar, pesquisar e planejar de forma profissional e com conhecimento de causa.

 

O sistema facilita a abertura de empresas, mas não capacita o profissional para conduzi-la (assim como exige a Carteira Nacional de Habilitação, com a capacitação de um motorista para conduzir um veículo). As novas empresas são comparadas aos “cordeiros atirados aos lobos”... quando as chances de sobreviverem são mínimas.

 

A realidade dos fatos é que grande parte dos empresários querem lucrar o mais rápido possível, querem sucesso etc.; Mas poucos sabem o preço que vão pagar por isso. Menos ainda são os que pesquisam, planejam e o mínimo são os que são profissionais. O dia a dia de uma empresa pode ser prospero ou um verdadeiro pesadelo, tudo dependerá da base do planejamento, de como o processo de gestão é executado e da velocidade com que a adequação acontece. Vence não apenas o melhor, vence o mais rápido.               

 

Por Paulo Eduardo Dubiel
Executivo em Gestão de Marketing & Negócios, Esp. - www.peds.com.br